O canalha não tem jeito mesmo. E nunca terá. Ele é o sociopata do amor. Inspira confiança e expira mentiras. E você, na falta de algo melhor, vai respirando esse ar sedutor. No alto dos seus 1,70m de mulher independente, forte e sedutora, você sempre acha que pode consertá-lo. Esqueça, você está apaixonada e o antídoto para o canalha é o desprezo. O canalha finge que não é um canalha. Posa de bom moço, carente, apaixonado e infeliz. E você acredita ser a salvação dessa alma perdida, depois de tantas desilusões amorosas. O canalha cria uma nova identidade, mas sem registro em cartório. Ele age por instinto, não sabe ser de outra forma. A sedução faz parte da sua sobrevivência emocional. Ele é uma fera e você o prato de comida.
Mas ele tem um jeitinho tão meigo, uma conversa tão bacana, não é mesmo? O canalha é inteligente, sagaz, enigmático e te faz rir. Pronto, o cara perfeito. O único porém é que ele nunca será completamente seu. Amar um canalha é entrega sem devolução. A submissão é ingrata: revolta, mas apaixona. O canalha é o disfarce da conquista, máscara do engano. E é justamente isso que te encanta nele. Ele sorri em versos, fala em melodia e te decifra com os olhos. O canalha parece ter o manual de instruçõespara seduzir. E faz isso sem nenhuma força. Você consegue ver sensualidade nele caminhando na rua, tomando whisky, acendendo um cigarro e até dirigindo.
O canalha nem bonito é, mas parece ter nascido para desafiar o seu bom gosto. Ele faz você escutar músicas que você nem sabia que existiam, faz você pesquisar textos e frases que traduzam o que você está sentindo. Faz você acordar de manhã e lembrar dele, pelo menos, na hora de passar o perfume.
O canalha não pede, manda. Você adora e depois se odeia. Tenta escapar e horas depois, cai numa armadilha. Mas não fique triste, o canalha é o “teste drive” para qualquer corrida amorosa. É pré-requisito para as provas de amor. Toda mulher precisa de um bom e cruel canalha no seu caminho para encontrar o próprio valor. Somente depois de alguns meses mendigando atenção e se alimentando de mentiras cobertas por uma camada de ilusão, que você vai encontrar a correspondência do seu amor. Não nele, claro. Mas antes do coração achar o endereço certo para se apaixonar, é preciso primeiro ter garantias. É a conquista do chamado amor próprio.
Amar um canalha faz parte da vida, é a construção de si mesma, leitura obrigatória para o vestibular sentimental que vem pela frente. Estar com um canalha é mais do que necessário. É gostoso.
"Não tive a intenção de me apaixonar, mera distração e já era momento de se gostar..."
Não sei mais o que pensar, como agir.
Não sei mais de onde tirar forças pra acreditar.
Não entendo mais nada.
Sempre acreditei e tive fé que um dia encontraria alguém que se tornaria a minha calma, que eu pudesse pensar "pronto, chega de me machucar, nele eu posso confiar". Mas uma parte de mim não sente mais isso, porém a outra parte ainda possui uma fé incrível de que tudo ficará bem, e que esse alguém é você.
Dá medo cogitar a hipótese de que você possa ser apenas mais um... e nesse "mais um", minha pior decepção.
Em meio há conversas antigas, encontrei isso: "eu não posso deixar de ler o seu blog, afinal de contas é a única inspiração que eu tenho pra escrever no meu ^^".
Pois então, eu nunca deixei de ler o seu, mas agora não sei mais até onde isso é bom. Antigamente eu conseguia distinguir o que era pra mim, o que era pra ela... agora já não mais.
Ler o que você escreve hoje me faz mal, isso tá errado não?!
"Então vamos para uma função rápida... se eu sou calmaria e você precisa de calmaria no seu coração, logo seu coração precisa de mim!"
Da maneira que for, devolve minha calmaria, por favor?
"A gente se entende, a gente conversa, a gente deixa rolar. É tudo simples, é tudo perfeito."
Mas cadê a conversa que sempre existiu? Me sinto como se tivesse perdido o rumo, o controle de nós. Não sei o que acontece com você (principalmente depois de ter lido seu último texto), e isso me deixa agoniada. Tem 15 dias que o coração tá apertado, minha gastrite tá atacada, eu perdi o apetite (que já não é muito quando eu estou emocionalmente bem). Eu não sei mais o que fazer.
Eu tenho a péssima mania de querer controlar meus sentimentos, meu destino, mas eu sei que não é assim que a vida funciona. Eu, toda "ingênua", achando que naquele sábado em que saímos, no final do dia não iríamos ficar. Bobinha eu né?! Mas confesso que aquele beijo causou uma enorme confusão dentro de mim, e como válvula de escape, eu vim com esse papo de relacionamento aberto. Tudo por medo de me apaixonar de novo e me machucar. Só que com o passar dos dias e semanas, você foi me ganhando, e cá estou eu apaixonada por você! E só percebi a proporção disso tudo nesses último dias que mal nos falamos. Dói não ler mais um simples "estou com saudade", ou aquele "oi... tudo bom?", as brincadeiras de todo dia (sim, eu avisei que ficaria mal acostumada).
Eu não sei mais o que fazer. Nunca pensei que seria tão difícil pra mim ficar "quieta", e respeitar seu espaço, o fato de você não querer dividir algo. Concordo que nossa vida não precisa ser um livro aberto, mas me magoa o modo como as coisas estão... 2 meses já se passaram, e eu me sinto avulsa da sua vida. Ok, eu tenho a consciência de que posso ter apressado as coisas, mas sei lá... imaginei que fosse ser recíproco.
Talvez não nos conhecemos o suficiente ainda. Eu quando gosto, gosto pra valer, me entrego. Quero a pessoa sempre ao meu lado, pra tudo. Se eu tive meu momento de confusão, te garanto que já passou. Só eu sei o quanto me controlei pra não parecer ciumenta, insegura. Não faço por mal, mas é meu jeito. São consequências de muitas cabeças que eu já dei por aí. Dá um medo quando por um único segundo eu penso que uma hora eu posso te perder, parece que não vou suportar se isso um dia acontecer... ainda mais se for pra ela.
Como eu quero que você a esqueça. Assim como eu, que finalmente esqueci ele.
E se por um acaso você perceber que não irá conseguir, apenas me deixe ir.
Sinto que preciso escrever, mas talvez as frases não se encaixem, talvez o texto fique meio perdido, sem final.
Quase uma semana que meu coração anda agoniado, não sei bem se é agonia ou confusão, mas tá inquieto, com medo. Sim, estou com medo, estou insegura. Medo de perder... Já perdi tantas relações, que hoje fico com medo de que qualquer coisa que fique no meio do caminho, do nosso caminho, ponha tudo a perder, a te perder.
Quase 1 mês pós reencontro. Um encontro que mudou minha vida, me mudou.
Reaprendi o gostar, como gostar. Descobri que pode ser leve, simples, fácil, consequentemente perfeito. Tudo com você é perfeito! "Parece brincadeira mas eu sei que a gente faz, um monte de besteira por saber que é BOM DEMAIS...".
De vez em quando ainda fico sem saber como agir, você me respeita tanto, que me fez perceber que eu mesma já não me respeitava mais. Passei meses pulando de rolo em rolo, paixão em paixão, todas iguais, que no final acabavam no mesmo ponto: eles me queriam por um único motivo, o qual eu nunca concedi, e consequentemente a relação acabava do dia pra noite. E você é diferente de todos. Talvez seja por isso que eu me sinta tão confortável.
Hoje cedo tomando café com 2 amigos, depois do meu aniversário, no meio da conversa chegamos a conclusão que tempo é algo muito relativo pra um casal. Você pode passar 5, 10 anos ao lado de uma pessoa e não ter planos (casamento, filhos), como em 1 mês esses planos já estejam certos (por mais que sejam a longo prazo).
Tê me perguntando se tá tudo muito precoce entre nós? Se ando ansiosa, se fico muito em cima, se mando muita mensagem, se quero muita atenção...
Admito, sou carente. Um pouco egoísta (queria mais tempo pra nós). Mas no fundo tudo se resume em medo e insegurança. E por mais que você tenha me dito que "não preciso me preocupar, que você aprendeu a gostar de quem gosta de você", ela ter aparecido essa semana me desestruturou...